quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Violência Doméstica

Por Elionardo Lunas

A violência doméstica não é nada agradável nem muito gentil. Na verdade violência doméstica é um padrão de comportamento irado, impetuoso e coercivo, exercido por um adulto contra outra pessoa com quem mantém íntimo relacionamento. Sendo que pode consistir em espancamentos repetitivos e severos ou em formas de abuso mais sutis, incluindo ameaças e controle.
A violência doméstica ou familiar ocorre justamente em um lugar onde as crianças deveriam estar mais seguras, que seria o lar. Só que a maioria das violências sofridas é dentro de casas, causadas muitas vezes por empregados.
TIPOS BÁSICOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Agressão física – Inclui comportamentos como puxar, empurrar, segurar, bater ou chutar. Na maioria dos casos, entretanto, tende a aumentar a gravidade e a freqüência com o passar do tempo.
Violência sexual – Ocorre toda vez que uma pessoa impõe um ato sexual indesejado ou recusado pela outra pessoa.
Violência psicológica – Significa o afastamento de familiares e amigos, dependência financeira forçada, abuso verbal e emocional, ameaças, intimidação e controle com respeito a lugares onde a outra pessoa possa ir e o que possa fazer.
Ataques contra a propriedade e os animais – São agressões que incluem dano ou destruição de objetos de valor sentimental pertencentes à vítima, móveis e utensílios, bem como maus tratos à animais domésticos. Esses atos constituem uma forma de violência doméstica.

PERFIL DE PESSOAS MALTRATADAS E SEUS AGRESSORES
Assim como ocorre com as pessoas que sofrem ataques de violência, seus agressores tampouco se encaixam em alguma categoria específica. Eles vêm de todos os tipos de classe social, raça, religião e ocupação. Podem estar desempregados ou ser profissionais muito bem remunerados, ser pessoas sóbrias e membros admirados da comunidade.
As vítimas da violência doméstica precisam entender que o abuso não é culpa dela. Precisam ter a certeza de que não estão sozinhas e que existe auxílio. Necessitam de assistência prática para identificar e acessar os recursos disponíveis e podem necessitar de proteção.
Os agressores precisam ser considerados responsáveis por seus atos e incentivados a buscar a necessária intervenção profissional para que se produza uma mudança no comportamento, se é que há esperança de serem restaurados os relacionamentos.
Alguns especialistas em violência afirmam que uma intervenção profissional pode pôr fim a algum incidente futuro de violência doméstica. Se o agressor estiver disposto a aceitar a responsabilidade por seus atos e procurar tratamento. Mas a violência não desaparece por si. É essencial alguma intervenção. Os objetivos dessa intervenção devem ser proteger a vítima, fazer cessar o abuso, considerar o agressor responsável e auxiliar os envolvidos a terem acesso aos serviços profissionais necessários.

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