sexta-feira, 19 de setembro de 2008

TRANSPORTE PÚBLICO: DEFICIENTE

Por Leonardo Passos
A situação do transporte público existente em alguns estados do país é deprimente. Enquanto em alguns estados, existe um serviço de transporte público digno de países de primeiro mundo, em outros, se vê um serviço deficiente e precário. Para o professor Fernando MacDowell, professor de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um dos problemas do transporte público é a concentração da demanda em horário de pico, ou seja, ao longo do dia, há pouca demanda de passageiros, causando um custo maior de operação e no horário de pico,há uma demanda muito grande de pessoas esperando um ônibus para ir para casa, com um número muito reduzido de ônibus rodando naquele horário, o que torna o transporte público deficiente e caro. Segundo Fernando, uma das soluções para sanar este problema seria a cobrança de pedágio de veículos que usam o sistema viário, o que acarretaria na diminuição da demanda nos horários de pico e também a construção de vias alternativas com objetivo de descentralizar o tráfego de veículos e distribuir melhor o fluxo de veículos rodando na cidade e melhoraria a qualidade do transporte público. Seguindo essas medidas, o nosso transporte público pode melhorar de forma grandiosa e passar a ser um serviço eficiente.

Trânsito de Brasília

Por Yann Victor
O número de veículos que circulam pelo Distrito Federal hoje, chega a um milhão. Brasília não foi projetada para suportar esse fluxo. Os números são altos devido à facilidade de se comprar um carro. Com os financiamentos cada vez mais longos, as pessoas têm maiores condições de obter o bem.
Brasília daqui a algum tempo vai ter que aderir ao famoso rodízio de veículos para reduzir a quantidade de automóveis transitando nas ruas. Esse rodízio já existe em outras grandes cidades como São Paulo e tem sido uma boa solução.
Para o GDF adotar o rodízio, será preciso tomar algumas providências para não prejudicar a população. Por exemplo o transporte público deve ser melhorado. O número de ônibus e vagões de metrô que temos hoje em circulação pela cidade, é insuficiente. Não dá conta da demanda.
Cabe á Secretaria de Transporte verificar as condições dos transportes públicos do DF, ou seja, solicitar que levem os ônibus para fazer revisão regularmente para dar mais tranqüilidade e segurança aos usuários.
O governo deve pensar em construir ciclovias e incentivar aos trabalhadores que não moram tão longe do serviço a ir de bicicleta. Fazer uma campanha conscientizando as pessoas que além de evitar o trânsito, faz bem para saúde. Algumas medidas de conscientização por parte do governo e da própria população, não chegariam a solucionar o problema, mas diminuiriam consideravelmente o fluxo.

Todos nós somos responsáveis

Por Priscilla Vasconcelos
O transporte escolar no DF é monitorado 24 horas por dia pelo Detran, além disso são feitas operações específicas para verificar denúncias de irregularidades nos transportes. O órgão busca formas para que os veículos escolares estejam sempre dentro das normas de regularidade. O chefe do núcleo de transporte escolar do Detran, Alexandre Alves, diz que a participação da comunidade é essencial para que este sistema funcione já que não é possível estar em todas às escolas, o tempo todo.
Nesse sentido ele orienta que a população esteja atenta para as irregularidades dos transportes escolares sejam eles particulares ou do GDF. Existe um telefone específico para receber esse tipo de denúncia e também para os pais ou responsáveis se informarem sobre determinada empresa ou particular que estejam pretendendo contratar (3039-5731).
È importante que as pessoas se conscientizem sobre a questão, afinal, são vidas de crianças que estão em jogo. Os pais devem ter muito cuidado ao contratar os serviços de transporte.
Os primeiros itens que devem ser observados são: verificar se o veículo é cadastrado no órgão e se existe a autorização de tráfego do veículo e se ela está dentro do prazo de validade (a renovação deve ser feita a cada 6 meses). Dentro do veículo os pais ou responsáveis devem observar os itens de segurança do veículo. Os pneus devem estar em boas condições, o número de assentos devem estar de acordo com o indicado na documentação do mesmo. E todas as poltronas devem ter cinto de segurança. As crianças menores de 6 anos devem ser transportadas em cadeiras especiais e é obrigatório a presença de um monitor nos veículos com o número de assentos igual ou superior a 21. No entanto, as vans, que geralmente contam com 15 ou 17 assentos, ficaram fora dessa previsão na legislação. Mas Alexandre Alves aconselha que os pais só coloquem seus filhos de qualquer idade em transportes que ofereça esse profissional.
O condutor tem que ser habilitado para realizar esse tipo de atividade. Ele tem que passar por um curso no SENAT e o certificado do curso tem de ser homologado junto ao Detran. Todas essas informações sobre o condutor podem ser obtidas no órgão através do site ou telefone informado. Alexandre informou ainda que em praticamente todas as operações que são realizadas nas proximidades das escolas algum veículo é apreendido por irregularidades que vão desde a falta de documentação até a falta de manutenção do automóvel, que fica sem condições para rodar.
E não são somente os transportes escolares particulares que devem seguir essas orientações e a legislação. Os transportes do GDF também devem seguir a lei, o chefe do núcleo de transportes escolares do Detran-DF , esclarece que o transporte escolar oferecido pela Secretária de Educação deve independentemente da idade dos alunos ter a figura do monitor.
Fica então o esclarecimento e a dica aos cidadãos. É preciso que tenhamos consciência da nossa importância em todos as esferas da sociedade, e que exercitemos nosso poder de ajudar o Estado a ser mais justo, mais seguro e mais atuante. E cuidar da segurança de crianças é um passo muito importante que damos em direção ao futuro.

Sustentabilidade: mais que um conceito ecológico, um acontecimento cultural

Por Laiane Ramos

O conceito de sustentabilidade é algo ainda não definido por muitos dicionários. Mas se resume em três palavras: solução, reaproveitamento e educação. É auto-sustentável, isto é, capaz de suprir suas próprias necessidades sem diminuir as oportunidades das futuras gerações. A maior proposta para o assunto é a reorganização dos modos de vida da sociedade, voltando seus olhares para a economia, a preservação e o planejamento de futuras mudanças.

Atualmente, muitas empresas vêm aderindo aos métodos sustentáveis, visando economia, consequentemente retornando maiores lucros e ajudando o meio ambiente para as próximas gerações. Os métodos de substituição incluem criativas e práticas idéias, como as sacolas ecológicas, famosas “ecobags”, sacos plásticos biodegradáveis, bolsa de resíduos, entre outros. Na Irlanda, por exemplo, desde 1997 os clientes pagam um imposto de nove centavos de libra irlandesa por saco plástico. Já na Grã-Bretanha uma rede de supermercados promoveu uma campanha para que todos os compradores usem as sacolas 100% biodegradáveis para embalar os produtos adquiridos. No Brasil algumas empresas aderiram à bolsa de resíduos, que funciona como uma espécie de classificados, onde se encontra quem precisa comprar ou vender resíduos. Dentre as federações das indústrias dos principais estados brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Paraná, encontram-se os seguintes produtos disponíveis: madeira, vidro, borracha, enfim os mais variados resíduos.

Empresários brasileiros estão inovando, trocando o papel comum pelo reciclável, lançando revistas, livros e cadernos deste material, mostrando que a economia gera um percentual positivo na natureza. Por exemplo: uma tonelada de papel comum equivale a três toneladas de madeira. Cada tonelada de papel reciclado poupa, em média, 60 árvores (eucaliptos adultos). A economia equivale a 2,5 barris de petróleo, 50% da água usada na fabricação normal (30 mil litros), e o volume de cerca de 3 metros cúbicos nos lixões e aterros. O Brasil só recicla cerca de 30% de seu consumo de papel.

É preciso uma liderança empresarial e social para que haja a troca de experiências, nas quais se constrói uma idéia coletiva de renovar o meio ambiente. A sustentabilidade se torna um processo de transformação, que ocorre de forma agradável nas dimensões sociais e culturais, a partir de um indivíduo para todo o mundo. Participar de um planeta sustentável é nosso dever na esperança de um mundo melhor.

Fonte Estatística: Agência Câmara.

Por uma nova consciência ambiental

por Raimundo de Menezes


Aquecimento global, derretimento dos pólos, inundações, poluição e tantos outros fatores da atualidade precisam ser pensados por ângulos diferentes. Meio ambiente e ações ecológicas significam, no fundo, respeito e interação entre o ser humano e o planeta terra. Aliás, somos parte integrante da natureza e não seres à parte.
Com base no “cada um por si e Deus por todos”, a humanidade se desenvolveu extraindo do meio ambiente e dos outros seres habitantes do ecossistema, o máximo para seu proveito, sem pensar nas conseqüências. Deu no que deu. Desviando rios, aterrando lagoas, contaminando as águas, desmatando, destruindo montanhas e testando bombas atômicas. Assim chegamos ao “xeque-mate” ou pelo menos, a uma “sinuca de bico”.
Nem é preciso um holocausto atômico! Uma cidade inteira pode entrar em falência após um furacão, como aconteceu em Nova Orleans, em 2005, no país mais rico do mundo. De uma hora para outra, todo o progresso tecnológico pode desaparecer sem deixar vestígios, revelando a enorme fragilidade de nossas conquistas.
Destruímos o meio ambiente e com o mesmo descaso tratamos a vida humana. O resultado é um total desequilíbrio. O planeta sofre e reage, e como conseqüência, o ser humano está sofrendo, e sua alma nunca esteve tão doente e distante de nós mesmos. Como construir um caminho seguro e transformador sem olhar a favor do amor e da vida? Temos que redimensionar o mundo a partir de pensamentos e atitudes que usam a ecologia como uma visão interior e espiritual da nossa existência.

O risco de escassez de água é um problema sério para a humanidade

por Lucas Antun
O aquecimento global não é mais a única ameaça à vida no planeta. A “crise da água” já compromete as condições de vida e saúde de uma ampla parcela da população. A falta d'água já afeta algumas partes do mundo e até o ano 2050, as previsões são sombrias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que 50 países enfrentarão crise no abastecimento de água.
Na China, por exemplo, o suprimento de água já está acabando. A demanda da industria e da agronomia e a população de 1,2 bilhão de habitantes fazem com que os chineses andem vários quilômetros por dia para conseguir água.
A Índia, com uma população de 1 bilhão de habitantes está enfrentando o dilema da água, e isso foi constatado com o esgotamento hídrico do rio Ganges que é o maior afluente dentro do país.
Estudos apontam que dentro de 40 anos só existirá água doce para consumo doméstico no Oriente Médio, que incluem países como Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Kuwait. As atividades agrícolas e industriais terão de fazer uso de esgoto tratado.
No norte da África, local que abrange países situados no deserto do Saara, tais como: Argélia e Líbia a quantidade de água disponível por pessoa vai está reduzida em 80%. O presidente do Instituto Internacional de Ecologia de São Carlos. José Galizia Tundizi, diz que em 2050 haverá 30 megacidades em todo o mundo, cada uma com mais de 8 milhoes de habitantes e mais 500 cidades com 1 milhão de habitantes.

O quadro se agravou com a linha histórica do uso inadequado dos recursos hídricos, isso se deu por conta da poluição de mananciais e do manejo insensato. E ficará mais complicado nos próximos anos. Com o inchaço populacional nas áreas urbanas a demanda e a procura por água potável aumentará.

A Responsabilidade Sócio-ambiental

Por Elionardo Lunas
Adotado desde a década de 90 por algumas escolas e empresas privadas, a responsabilidade sócio-ambiental tem como objetivo: trazer responsabilidade social e a preservação ambiental, ou seja, fazer com que a sociedade tenha uma melhor inclusão, tanto social, como digital, e também desenvolver a importância da preservação ambiental.

Hoje, a preocupação primordial das empresas e escolas é criação de projetos ambientais como coleta seletiva de lixo e educação ambiental. Projetos que apresentam inovações, não apenas no trabalho, mas também para a transformação em diversos setores da vida.

Os movimentos ambientalistas vêm combatendo as empresas que usam de maneira intensa e quase predatória os recursos naturais, sem preocupação com os possíveis danos. Fazendo com que cada empresa desenvolva projetos, na qual visem a preservação e não a destruição ambiental. Com intuito de ganhar a confiança dos clientes, muitos órgãos procuram se adaptar a essa nova tendência mundial. Buscam seguir regras de qualidade idealizadas pelo programa I.S.O.14000 e pelo Instituto Ethos.

O consumo consciente e a reciclagem de lixo, são medidas simples que cada um pode desenvolver no seu dia-a-dia e que é primordial para a preservação do planeta. Mas vale citar a importância e a necessidade de uma parceria entre o Governo e as pessoas, para busca de soluções para os problemas sócio-ambientais, tornando assim, um ambiente melhor para todos.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O consumismo também leva à degradação ambiental

Por Tatiana Soares
É preciso diferenciar o consumo do consumismo. Sabemos que o consumo é necessário para a nossa sobrevivência. Já o consumismo está associado ao exagero e ao que é supérfluo.
A industrialização criou no mundo uma mentalidade de que quanto mais se consome, mais se têm garantias de bem-estar e de valorização diante da sociedade. Hoje em dia, as pessoas dão mais valor pelo que se tem, e não de quem elas realmente são.
Atualmente o mundo sofre com o consumismo das compras impensadas. E isso esgota os recursos naturais, sendo que a natureza é, e sempre será a única fonte de matéria-prima para o ser humano.
As roupas que usamos saem da flora, o relógio e os óculos dos minerais. O papel e os móveis são extraídos da madeira das árvores. Então, se continuarmos a pensar nas nossas necessidades veremos que tudo provém da natureza. Para as indústrias quanto mais se consome mais se fabrica, e isso é lucro, mas o meio ambiente não lucra com nada disso.
Temos a idéia de que os recursos naturais são inesgotáveis, que é um grave engano. Estamos caminhando para um colapso ambiental e a prova disso são as mudanças climáticas que estão ocorrendo no Planeta.
A sociedade consumista está esgotando a natureza em proporções gigantescas, e é bom recordar que a capacidade de regeneração da natureza é lenta, isso quando não são renováveis. O que leva o meio ambiente a um esgotamento de difícil reversão.
O volume de lixo e entulho produzido pela sociedade moderna vem crescendo de forma assustadora. Não há mais espaço para depositá-lo e o seu acúmulo contamina os solos, rios, mares e lençóis freáticos.
Estamos chegando ao nosso limite. O clima nos dá sinais diariamente, de que fomos longe demais. Será possível voltar atrás? Temos que tomar consciência e atitude, é preciso sair do comodismo e, assim, deixarmos de pensar que o problema não é conosco e começarmos a agir para que as gerações futuras tenham um lugar digno para viver, ou melhor, um lugar para viver.

De olho na ecologia urbana

Por Priscilla Freitas
Há muito tempo ouve-se falar de ecologia. Mas de uns anos para cá com o crescimento contínuo das cidades, tem se falado muito em ecologia urbana. Quando ouvimos falar de ecologia urbana, não se trata apenas da despoluição de mares e rios ou o ato de plantar uma árvore. Hoje a preocupação é bem maior.
A emissão gazes nocivos à camada de ozônio e impermeabilização do solo, também são problemas sérios, e têm impacto direto com a vida da população. Essas são algumas das expressões de poluição inseridas na rotina diária das grandes cidades.
Atualmente a maioria da população mundial concentra-se nas cidades. No Brasil, quase 90% dos habitantes mora nas grandes metrópoles, onde há o maior número de poluição no país. É um número muito alto, e mostra que soluções terão de ser tomadas para preservar o nosso ecossistema.
O uso indevido dos recursos naturais, como o da energia elétrica, da água, o despejo de lixo no meio ambiente, são fatores que fazem parte da vida das pessoas que residem nas metrópoles, e são problemas que tem quer ser solucionados. Não se pode ficar cultivando idéias antigas e ultrapassadas, é necessário ousar, ter uma visão á frente para que haja soluções para esses problemas, e que vêm aumentando junto com o crescimento das cidades.
É incrível como o homem tem poder de destruição. Como pode destruir seu próprio “habitat” e achar que todas as coisas que acontecem com o meio ambiente é um acaso do destino ou uma fatalidade. É pouco provável que aquele que destrói com tanta facilidade e rapidez o meio em onde vive, venha se preocupar com a sua preservação. Mas tudo pode acontecer, isso não é um fato isolado, pode ser possível que essa preocupação aconteça, desde que exista à vontade da população, e que ela se envolva de forma séria e planejada em projetos que cuidem do meio ambiente. Dessa maneira podemos ter uma nova consciência, e a necessidade de mudança de nossos hábitos e costumes.
É preciso uma reflexão urgente de nossos atos para cuidarmos melhor do ecossistema, pois não queremos que as ações de hoje, sejam as catástrofes amanhã, como vemos e ouvimos todos os dias nos noticiários.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Os prejuízos da Depredação nas escolas do DF

por Elionardo Lunas

Casos de violência de alunos contra professores, agressões verbais, uso de armas e entorpecentes, e também a questão da depredação dos prédios escolares. São alguns temas que os meios de comunicação tem noticiado com bastante freqüência.
O vandalismo nas escolas públicas do Distrito Federal tem trazido muitos prejuízos aos cofres públicos. Prejuízos esses causados pelos próprios alunos, que quebram vidros, cadeiras, pincham as paredes. Cerca de 70 mil Reais são gastos a cada ano letivo para fazer os reparos de escolas e suas instalações.
Os recursos que hoje são gastos para solucionar os problemas gerados pelas depredações, segundo o núcleo de recuperação mobiliário escolar, seria suficiente para construir cinco novas escolas, cada uma com 12 salas, idênticas a escola classe que existem em Arapongas, em Planaltina.
É necessário que haja uma conscientização e incentivo desde cedo, e principalmente dentro do lar pelos pais. É preciso impor limites dentro de casa, para que a criança quando começar a freqüentar a escola já tenha consciência da importância de cuidar e preservar do ambiente escolar, como declarou o sociólogo da Universidade de Brasília (UNB), Flávio Testa, em um artigo sobre vandalismo. No artigo ele aponta que a raiz do vandalismo está dentro das famílias. E que a falta de limites na infância é a principal falha na educação. O professor afirma que hoje a educação é muito permissiva e que . Uma criança que não respeita pai e mãe dificilmente terá um bom comportamento nas escolas. Para ele, objetos. A falta de limites na educação faz com que a criança reproduza esse comportamento na adolescência e na fase adulta.
Essa conscientização já vem sendo trabalhada por algumas escolas, como é o caso do Centro Educacional 02 de Taguatinga, que é um modelo a ser seguido , a escola faz com que os próprios alunos concertem as cadeiras quebradas, e mostra na prática a importância de cuidar e preservar o ambiente escolar.

domingo, 7 de setembro de 2008

Professores desestimulados pela violência

por Priscilla Freitas


Quase que diariamente vemos notícias sobre a violência nas escolas públicas e privadas, contra professores, funcionários e alunos. Agressões verbais, físicas, e furtos fazem parte da rotina.

A escola, onde se construía um futuro. Quadro negro, cadernos, lápis e borrachas que faziam parte da educação, hoje são substituídos por armas de fogo, tráfico de drogas e ações de gangues.

As ameaças sofridas pelos professores são feitas dentro da própria sala de aula. No entanto, a maioria dos educadores afirma não ter conhecimento da atuação de gangues na escola. Bem como dizem ignorar o tráfico de drogas dentro das dependências escolares. Com medo de represálias, muitos professores preferem se calar.

Uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação e pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, à ciência e a cultura) mostra que a violência contra professores e funcionários tem aumentado de forma significativa. Cerca de 30% deles afirmam já terem visto arma de fogo nas mãos de alunos.

A violência dos alunos é, muitas vezes, fruto de insucesso escolar e de um ambiente familiar problemático. Eles não são orientados quanto à sua postura na escola, no grupo de amigos e na própria família. Com uma visão equivocada de seus direitos e deveres, acreditam que seus atos podem ficar impunes baseados na proteção que o Estatuto da Criança e do Adolescente oferecem.
Além disso, a escola nem sempre está preparada para trabalhar com certas questões de violência. Professores enfrentam situações constrangedoras e uma carga de trabalho muito elevada . fatores que desestimulam a sua atuação como mestre e educador, os tornam impotentes para resolver a questão educacional.

sábado, 6 de setembro de 2008

Bullying é uma violência

por Laiz Marinho

" Aos Dezesseis anos de idade precisei abandonar os estudos para fazer tratamentos, fui dada como caso perdido e nem sabia se iria durar até o fim do ano. Sofri bullying durante vários anos em diferentes escolas, tive uma depressão profunda mal diagnosticada que resultou em internação psiquiátrica e quase custou minha vida. Mas resisti! E hoje estou aqui(...),"
Esse é o relato da gaúcha Daniele Vuoto,22, que sofreu e quase morreu por conta do Bullying. Hoje ela é estudante de pedagogia, noiva e dona do blog "No more Bullying Brasil", onde troca idéias, conscientiza e ajuda quem tem ou sofreu com o problema.
O Bullying é uma palavra de origem inglesa que significa todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivações evidentes, adotadas por um ou mais estudantes contra outro ou mais de um. Esse tipo de atitude é a conhecida descriminação dentro da sala de aula e é associado à violência nas escolas e pode ter efeitos irreversíveis como a morte.
É uma ação que ocorre em todos os lugares do mundo, mas começou a ser pesquisada e observada com os trabalhos do professor universitário, Dan Olweus, na Universidade de Bergen, na Noruegua, que teve início na década de 70. O que chamou a atenção do professor foram suas investigações nas escolas sobre os problemas entre os agressores e suas vítimas e a indiferença das instituições em relação aos acontecimentos. Na década de 80, as coisas se agravaram, três jovens entre 10 e 14 anos cometeram suicídio. Esses acontecimentos alertaram as instituições de ensino para o problema.
Mas, mesmo depois de anos de pesquisa e programas de prevenção, ainda não foi possível conter atitudes perigosas que já ocasionaram a morte de vários jovens em todo o mundo.Um exemplo desastroso de Bullying foi o Massacre de Columbine, em abril de 1999, nos EUA. Dois jovens de 17 e 18 anos entraram na escola que estudavam, mataram 13 pessoas e depois se suicidaram. As questões que motivaram o desastre foram à rejeição e as chacotas que alguns colegas faziam em razão das roupas que usavam e do comportamento que os alunos mantinham dentro da escola.
Os jovens tinham sido presos um ano antes do atentado, por arrombamento de um carro e furto de equipamentos eletrônicos do veículo. Foram condenados a prestar 45 horas de serviço comunitário, além de fazer um tratamento psicológico destinado a pessoas que cometem pequenas infrações. Juntando todos esses fatores e os problemas psicológicos que eles já passavam, o inevitável aconteceu. Culpa de quem? Dos pais que não prestaram a atenção? Da escola?
O último levantamento da ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência), em 2002, envolvendo 5875 mil alunos de 5° a 8° série, de onze escolas do município do Rio de Janeiro, revelou que 40,5% estavam envolvidos diretamente com o Bullying , sendo que 16,9% eram alvos, 10,9% eram alvos/autores e 12,7% autores.
Em agosto deste ano, uma escola particular em Ceilândia-DF, foi condenada a pagar 3 mil reais para a família de um garoto de 8 anos, que sofria com o Bullying. De acordo com a mãe, ele era humilhado e agredido por colegas de turma, e chegava em casa com vários hematomas. A mãe começou a desconfiar quando o filho não queria mais ir à escola. Ao perceber que a situação era crítica procurou os responsáveis pela escola e avisou do problema. Mas a criança continuou sendo agredida.A mãe, então, processou a escola.
Alguns ícones nacionais e internacionais já sentiram na pele o que é ser humilhado por colegas de turma. O rei do rock Elvis Presley, não era bem visto pelos colegas por ser superprotegido, tímido, usava umas roupas coloridas e um cabelo estranho. A maior top model de todos os tempos, Gisele Bundchen, aturava piadinhas sobre o seu nariz e a sua magreza. A atriz Aline Moraes foi apelidada de bocão. O ator Tom Cruise era discriminado por ser disléxico.
Esses são alguns exemplos de superação, mas existem pessoas que não conseguem ajuda para superar o problema e acabam "explodindo", muitas se suicidam ou planejam uma vingança, como foi o caso do Massacre de Columbine.

Fácil acesso abre portas para a violência

por Yann Victor

Um dos fatores que contribuem para a violência nas escolas é a facilidade de entrada nas instituições de ensino. A falta de um porteiro e até mesmo de um policial na porta das escolas, facilita o acesso de pessoas estranhas e aumenta o risco da criminalidade. No entanto, alunos, funcionários e professores também podem em algum momento agir de maneira inadequada e até mesmo com violência dentro do ambiente escolar.
A falta de controle rigoroso na entrada portaria das escolas permite que alunos entrem armados com facas, canivetes, revólveres.A deficiência no controle, nas entradas e saídas, dos alunos na escola permite que professores e outros alunos sejam agredidos no ambiente escolar e até mesmo dentro de sala de aula.
O consumo de drogas é um fator que deve ser lembrado já que cada vez mais elas estão sendo consumidas e comercializadas dentro das instituições de ensino. Fator que contribui de forma direta para as ocorrências de agressões. Daí a necessidade que se tem hoje de que existam policiais nas portas das escolas para inibir esse tipo de atitude.
Muitos estudantes não se sentem seguros e preferem não ir para escola. Os professores são cada vez mais desrespeitados e estão assustados. Muitas vezes são obrigados a aprovar alunos porque sofrem ameaças.
Os alunos estão vivendo uma fase crítica dentro das escolas, pois não têm segurança. Esta situação merece ser melhor analisada pelas autoridades competentes. Pois o quadro que se apresenta é muito negativo, uma vez que, observamos que se uma criança ou adolescente não freqüentar a escola a opção que vai restar é a rua. E estando nas ruas eles acabarão aprendendo o que ela tem para ensinar. Logo, eles se transformarão em pessoas sem caráter e até mesmo um criminoso.
Cabe ao Estado brasileiro tomar providências para diminuir esse tipo de incidente dentro das escolas. Havendo um pouco mais de segurança todos se sentiriam mais tranqüilos para freqüentar ambientes escolares.

O papel da família frente à violência escolar

por Tatiana Soares

A violência que vêem acontecendo nas escolas é reflexo de uma sociedade carente, cheia de conflitos, e de expectativas frustradas. A família que deveria ser à base de preparação, para as pessoas viverem em sociedade, e o berço de educação e aprendizagem têm negligenciado seu papel. A falta de esclarecimento, de valores básicos e da união entre pais, filhos e educadores explica, em grande parte, a violência que atualmente se verifica nas escolas.
Hoje em dia, os pais por estarem sempre em busca da sobrevivência transferem suas obrigações, enquanto responsáveis, para a escola. Deixando assim, o papel de educar somente nas mãos de professores, sem se darem conta que, os valores absorvidos em casa nunca poderão ser substituídos. A escola, dessa forma, se vê obrigada a assumir a responsabilidade na educação de crianças e adolescentes.
A sociedade está cada vez mais violenta, egoísta e materialista. Falta amor, solidariedade, respeito entre as pessoas. Isso faz parte do cotidiano das famílias e conseqüentemente das crianças que por sua vez, são o reflexo do que presenciam no meio em que vivem. Assim absorvem os exemplos, repetindo-os em sociedade, da forma que os adquiriu.
Se os responsáveis têm atitudes violentas, como é possível esperar que a criança respeite professores, funcionários da escola ou mesmo os colegas? Muitos pais e responsáveis estimulam os filhos à competitividade e a agressividade. Eles acreditam que assim formarão pessoas capazes de lidar com o mundo. No entanto, muitas vezes estão, ao contrário, formando cidadãos sem escrúpulos e com uma visão de mundo totalmente negativa.
Quando a criança é agredida na escola, qualquer que seja a forma de agressão, a atitude correta a ser adotada é a de não encorajar a criança a reagir de maneira violenta, mas aconselhá-la a evitar as provocações e pedir ajuda aos responsáveis pela sala de aula ou escola. È necessário serenidade, por parte de pais e educadores para esclarecer a situação e buscar formas de convívio pacífico.
E assim como grande parte da violência na escola começa em casa com a falta de autoridade, ausência de regras, falha no comportamento dos pais e também pelo abandono, abuso e agressões de que as crianças são vítimas. Também é na família que está parte da solução do problema a respeito da violência escolar. Na medida em que a convivência em casa é respeitosa, que há aceitação de regras e valores e equilíbrio afetivo, a responsabilidade se cultiva, de uma forma positiva. E essa atitude é automaticamente transferida para o ambiente escolar.
Os pais devem seguir de perto a atividade dos filhos na escola. O acompanhamento do educando exige atitude responsável, serena e cooperante para avaliar situações e identificar as causas. A colaboração dos pais é indispensável para a escola fazer frente à violência.
Está provado em todo o mundo que as únicas medidas eficazes são aquelas que passam pela atitude, cooperação e união de professores, alunos, familiares, autoridades no combate às causas e na adoção de medidas que solucione a violência escolar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O movimento estudantil na ditadura

por Tatiana Marques

Quem nunca sentou em uma roda de família, ou de amigos e ouviram seus tios, pais ou até mesmo seus amigos mais velhos falarem sobre a ditadura militar e o movimento estudantil. Um passado bem presente, alguns falam com certo orgulho das passeatas, das lutas, por incrível que pareça houve aqueles que gostaram da forma de governo, claro que em número bem menor.
Falo de um tempo em que o silêncio falou mais alto que a própria voz. Aqueles que mencionassem qualquer coisa que não fosse do interesse dos poderosos simplesmente não se viam mais, desapareciam como a água que evapora; estou falando de um tempo que não se podia ter desejo, nem opinião, éramos apenas mais um na multidão, sem a essência do ser humano que deseja, do desejo nasce uma ação, e da ação a uma mudança, e da mudança a democracia.
Mas neste mesmo tempo de repreensão, houve aqueles que arriscaram de peito aberto, não fecharam a boca e a voz ecoava, era uma farpa no dedo daqueles que detinham o poder, que saia nas ruas em busca da sua liberdade de expressão, que não se deixava por vencidos, corria riscos que fosse, lutaram bravamente, mesmo que para isso tivessem que ficar alguns dias na prisão. Algo tinha que ser feito.
Estou falando daqueles que foram exilados para não serem mortos, que perderam companheiros de luta, estou falando de nada menos do que o movimento estudantil.
Há hoje poucos movimentos estudantis, mas não com a intensidade daquela época. Quem dera pudesse existir nos dias atuais movimentos como aqueles, para lutar pelo nosso país, por um futuro melhor, e para um país digno de se viver.