por Priscilla Freitas
Quase que diariamente vemos notícias sobre a violência nas escolas públicas e privadas, contra professores, funcionários e alunos. Agressões verbais, físicas, e furtos fazem parte da rotina.
A escola, onde se construía um futuro. Quadro negro, cadernos, lápis e borrachas que faziam parte da educação, hoje são substituídos por armas de fogo, tráfico de drogas e ações de gangues.
As ameaças sofridas pelos professores são feitas dentro da própria sala de aula. No entanto, a maioria dos educadores afirma não ter conhecimento da atuação de gangues na escola. Bem como dizem ignorar o tráfico de drogas dentro das dependências escolares. Com medo de represálias, muitos professores preferem se calar.
Uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação e pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, à ciência e a cultura) mostra que a violência contra professores e funcionários tem aumentado de forma significativa. Cerca de 30% deles afirmam já terem visto arma de fogo nas mãos de alunos.
A violência dos alunos é, muitas vezes, fruto de insucesso escolar e de um ambiente familiar problemático. Eles não são orientados quanto à sua postura na escola, no grupo de amigos e na própria família. Com uma visão equivocada de seus direitos e deveres, acreditam que seus atos podem ficar impunes baseados na proteção que o Estatuto da Criança e do Adolescente oferecem.
Além disso, a escola nem sempre está preparada para trabalhar com certas questões de violência. Professores enfrentam situações constrangedoras e uma carga de trabalho muito elevada . fatores que desestimulam a sua atuação como mestre e educador, os tornam impotentes para resolver a questão educacional.
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