sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Por uma nova consciência ambiental

por Raimundo de Menezes


Aquecimento global, derretimento dos pólos, inundações, poluição e tantos outros fatores da atualidade precisam ser pensados por ângulos diferentes. Meio ambiente e ações ecológicas significam, no fundo, respeito e interação entre o ser humano e o planeta terra. Aliás, somos parte integrante da natureza e não seres à parte.
Com base no “cada um por si e Deus por todos”, a humanidade se desenvolveu extraindo do meio ambiente e dos outros seres habitantes do ecossistema, o máximo para seu proveito, sem pensar nas conseqüências. Deu no que deu. Desviando rios, aterrando lagoas, contaminando as águas, desmatando, destruindo montanhas e testando bombas atômicas. Assim chegamos ao “xeque-mate” ou pelo menos, a uma “sinuca de bico”.
Nem é preciso um holocausto atômico! Uma cidade inteira pode entrar em falência após um furacão, como aconteceu em Nova Orleans, em 2005, no país mais rico do mundo. De uma hora para outra, todo o progresso tecnológico pode desaparecer sem deixar vestígios, revelando a enorme fragilidade de nossas conquistas.
Destruímos o meio ambiente e com o mesmo descaso tratamos a vida humana. O resultado é um total desequilíbrio. O planeta sofre e reage, e como conseqüência, o ser humano está sofrendo, e sua alma nunca esteve tão doente e distante de nós mesmos. Como construir um caminho seguro e transformador sem olhar a favor do amor e da vida? Temos que redimensionar o mundo a partir de pensamentos e atitudes que usam a ecologia como uma visão interior e espiritual da nossa existência.

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