Por Laiz Marinho
De uns dias para cá, os jornais estão veiculando notícias sobre a crise econômica nos Estados Unidos, que tomou proporções em escalas mundiais. Agora, o que é a crise? E quais as conseqüências ela pode tomar?
Com a prosperidade dos créditos e a queda dos juros no início dessa década, fizeram vários americanos pedirem empréstimos para comprar a sonhada casa própria. Entretanto, os preços dos imóveis declinaram de forma inesperada em 2006, pois a “sobra” não era investida mais na compra de imóveis, e sim no mercado de consumo. Houve desvalorização do mercado imobiliário, e a maioria dos mutuários (devedores) não pagaram os empréstimos contraídos. Dessa maneira os bancos que compraram esses créditos sofreram perdas, que foram sentidas e refletidas no mercado mundial. O erro fatal foi oferecer empréstimos sem avaliar profundamente quem era, e se a pessoa tinha condições de arcar com a dívida.
Com a falta de segurança e a desconfiança, os bancos acabaram retirando dinheiro do mercado e se instituíram problemas de liquidez. O alarde da crise foi dado quando o Lehmans Brothers, um dos maiores bancos Norte-Americanos, pediu falência. A crise está afetando os países em desenvolvimento, desacelerando o crescimento e o temor de diminuição da produção e do trabalho (recessão), ou seja, aumento do desemprego e baixos salários para os trabalhadores.
Segundo economistas e pesquisadores da área, os Estados Unidos e a Europa poderão entrar em recessão ainda este ano. Para conter a piora da crise e sua continuação, vários bancos centrais do mundo estão com a proposta de injetar dinheiro nos bancos que foram menos afetados, para comprar outros que estão correndo risco de falir, e assim estabilizar a crise.
No Brasil a crise ainda não fez muitos estragos. A estratégia do governo por enquanto é dizer que a economia está sólida, e temos reservas suficientes para agüentar a situação e não causar pânico nos brasileiros. Mas será que o Brasil vai conseguir? Aliás, será que o mundo vai conseguir? Só o tempo dirá.
sábado, 18 de outubro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário