Por Laiz Marinho
As mãos estão calejadas, muitas vezes mutiladas. O calor desidrata, a fadiga muscular está no auge, a exaustão próxima. Dessa maneira o corpo não agüenta e a morte é caminho certo. Quando damos essas características, podemos imaginar algum tipo de trabalho insalubre, na maioria das vezes escravo. Mas o pior de tudo é quando esse trabalho não é feito por adultos e sim por crianças.
Mas afinal o que é escravidão? A escravidão é quando um ser humano tem como propriedade a vida de outro, ou seja, é uma mercadoria e não tem direito a nada, pois é apenas um objeto. Essa prática era comum na época das grandes civilizações e das colonizações e não importava se o escravo era um adulto ou uma criança. Mesmo com a abolição da escravatura, ainda encontramos formas de trabalho escravo.
Atualmente a escravidão é denominada de trabalho forçado, mas existe um tipo de trabalho que está inserido nessa denominação e chama a atenção: o trabalho infantil, que é proibido por lei. Nenhuma criança até aos 14 anos pode trabalhar. Isso quer dizer que, aquela criança pedindo esmola, trabalhando como aviãozinho do tráfico, perdendo e queimando os dedos nas carvoarias, e em vez de um lápis tem na mão uma foice para derrubar abaixo os canaviais, é considerado trabalho ou exploração infantil.
Na maioria das vezes esses meninos e meninas, não recebem nada, não vão à escola e são obrigados a trabalhar por imposição pais, ou pelo medo de serem assassinados por traficantes. Dessa maneira podemos afirmar que essas crianças fazem trabalho forçado, ou seja, são escravas do descaso.
Lugar de criança é na escola e não como diz o poema de Manuel Bandeira “Meninos Carvoieros”:
“(...) Só mesmo estas crianças raquíticas
Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingênua parece feita para eles. . .
Pequenina, ingênua miséria!
Adoráveis carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!(...)”
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
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