quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O consumismo também leva à degradação ambiental

Por Tatiana Soares
É preciso diferenciar o consumo do consumismo. Sabemos que o consumo é necessário para a nossa sobrevivência. Já o consumismo está associado ao exagero e ao que é supérfluo.
A industrialização criou no mundo uma mentalidade de que quanto mais se consome, mais se têm garantias de bem-estar e de valorização diante da sociedade. Hoje em dia, as pessoas dão mais valor pelo que se tem, e não de quem elas realmente são.
Atualmente o mundo sofre com o consumismo das compras impensadas. E isso esgota os recursos naturais, sendo que a natureza é, e sempre será a única fonte de matéria-prima para o ser humano.
As roupas que usamos saem da flora, o relógio e os óculos dos minerais. O papel e os móveis são extraídos da madeira das árvores. Então, se continuarmos a pensar nas nossas necessidades veremos que tudo provém da natureza. Para as indústrias quanto mais se consome mais se fabrica, e isso é lucro, mas o meio ambiente não lucra com nada disso.
Temos a idéia de que os recursos naturais são inesgotáveis, que é um grave engano. Estamos caminhando para um colapso ambiental e a prova disso são as mudanças climáticas que estão ocorrendo no Planeta.
A sociedade consumista está esgotando a natureza em proporções gigantescas, e é bom recordar que a capacidade de regeneração da natureza é lenta, isso quando não são renováveis. O que leva o meio ambiente a um esgotamento de difícil reversão.
O volume de lixo e entulho produzido pela sociedade moderna vem crescendo de forma assustadora. Não há mais espaço para depositá-lo e o seu acúmulo contamina os solos, rios, mares e lençóis freáticos.
Estamos chegando ao nosso limite. O clima nos dá sinais diariamente, de que fomos longe demais. Será possível voltar atrás? Temos que tomar consciência e atitude, é preciso sair do comodismo e, assim, deixarmos de pensar que o problema não é conosco e começarmos a agir para que as gerações futuras tenham um lugar digno para viver, ou melhor, um lugar para viver.

De olho na ecologia urbana

Por Priscilla Freitas
Há muito tempo ouve-se falar de ecologia. Mas de uns anos para cá com o crescimento contínuo das cidades, tem se falado muito em ecologia urbana. Quando ouvimos falar de ecologia urbana, não se trata apenas da despoluição de mares e rios ou o ato de plantar uma árvore. Hoje a preocupação é bem maior.
A emissão gazes nocivos à camada de ozônio e impermeabilização do solo, também são problemas sérios, e têm impacto direto com a vida da população. Essas são algumas das expressões de poluição inseridas na rotina diária das grandes cidades.
Atualmente a maioria da população mundial concentra-se nas cidades. No Brasil, quase 90% dos habitantes mora nas grandes metrópoles, onde há o maior número de poluição no país. É um número muito alto, e mostra que soluções terão de ser tomadas para preservar o nosso ecossistema.
O uso indevido dos recursos naturais, como o da energia elétrica, da água, o despejo de lixo no meio ambiente, são fatores que fazem parte da vida das pessoas que residem nas metrópoles, e são problemas que tem quer ser solucionados. Não se pode ficar cultivando idéias antigas e ultrapassadas, é necessário ousar, ter uma visão á frente para que haja soluções para esses problemas, e que vêm aumentando junto com o crescimento das cidades.
É incrível como o homem tem poder de destruição. Como pode destruir seu próprio “habitat” e achar que todas as coisas que acontecem com o meio ambiente é um acaso do destino ou uma fatalidade. É pouco provável que aquele que destrói com tanta facilidade e rapidez o meio em onde vive, venha se preocupar com a sua preservação. Mas tudo pode acontecer, isso não é um fato isolado, pode ser possível que essa preocupação aconteça, desde que exista à vontade da população, e que ela se envolva de forma séria e planejada em projetos que cuidem do meio ambiente. Dessa maneira podemos ter uma nova consciência, e a necessidade de mudança de nossos hábitos e costumes.
É preciso uma reflexão urgente de nossos atos para cuidarmos melhor do ecossistema, pois não queremos que as ações de hoje, sejam as catástrofes amanhã, como vemos e ouvimos todos os dias nos noticiários.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Os prejuízos da Depredação nas escolas do DF

por Elionardo Lunas

Casos de violência de alunos contra professores, agressões verbais, uso de armas e entorpecentes, e também a questão da depredação dos prédios escolares. São alguns temas que os meios de comunicação tem noticiado com bastante freqüência.
O vandalismo nas escolas públicas do Distrito Federal tem trazido muitos prejuízos aos cofres públicos. Prejuízos esses causados pelos próprios alunos, que quebram vidros, cadeiras, pincham as paredes. Cerca de 70 mil Reais são gastos a cada ano letivo para fazer os reparos de escolas e suas instalações.
Os recursos que hoje são gastos para solucionar os problemas gerados pelas depredações, segundo o núcleo de recuperação mobiliário escolar, seria suficiente para construir cinco novas escolas, cada uma com 12 salas, idênticas a escola classe que existem em Arapongas, em Planaltina.
É necessário que haja uma conscientização e incentivo desde cedo, e principalmente dentro do lar pelos pais. É preciso impor limites dentro de casa, para que a criança quando começar a freqüentar a escola já tenha consciência da importância de cuidar e preservar do ambiente escolar, como declarou o sociólogo da Universidade de Brasília (UNB), Flávio Testa, em um artigo sobre vandalismo. No artigo ele aponta que a raiz do vandalismo está dentro das famílias. E que a falta de limites na infância é a principal falha na educação. O professor afirma que hoje a educação é muito permissiva e que . Uma criança que não respeita pai e mãe dificilmente terá um bom comportamento nas escolas. Para ele, objetos. A falta de limites na educação faz com que a criança reproduza esse comportamento na adolescência e na fase adulta.
Essa conscientização já vem sendo trabalhada por algumas escolas, como é o caso do Centro Educacional 02 de Taguatinga, que é um modelo a ser seguido , a escola faz com que os próprios alunos concertem as cadeiras quebradas, e mostra na prática a importância de cuidar e preservar o ambiente escolar.

domingo, 7 de setembro de 2008

Professores desestimulados pela violência

por Priscilla Freitas


Quase que diariamente vemos notícias sobre a violência nas escolas públicas e privadas, contra professores, funcionários e alunos. Agressões verbais, físicas, e furtos fazem parte da rotina.

A escola, onde se construía um futuro. Quadro negro, cadernos, lápis e borrachas que faziam parte da educação, hoje são substituídos por armas de fogo, tráfico de drogas e ações de gangues.

As ameaças sofridas pelos professores são feitas dentro da própria sala de aula. No entanto, a maioria dos educadores afirma não ter conhecimento da atuação de gangues na escola. Bem como dizem ignorar o tráfico de drogas dentro das dependências escolares. Com medo de represálias, muitos professores preferem se calar.

Uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação e pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, à ciência e a cultura) mostra que a violência contra professores e funcionários tem aumentado de forma significativa. Cerca de 30% deles afirmam já terem visto arma de fogo nas mãos de alunos.

A violência dos alunos é, muitas vezes, fruto de insucesso escolar e de um ambiente familiar problemático. Eles não são orientados quanto à sua postura na escola, no grupo de amigos e na própria família. Com uma visão equivocada de seus direitos e deveres, acreditam que seus atos podem ficar impunes baseados na proteção que o Estatuto da Criança e do Adolescente oferecem.
Além disso, a escola nem sempre está preparada para trabalhar com certas questões de violência. Professores enfrentam situações constrangedoras e uma carga de trabalho muito elevada . fatores que desestimulam a sua atuação como mestre e educador, os tornam impotentes para resolver a questão educacional.

sábado, 6 de setembro de 2008

Bullying é uma violência

por Laiz Marinho

" Aos Dezesseis anos de idade precisei abandonar os estudos para fazer tratamentos, fui dada como caso perdido e nem sabia se iria durar até o fim do ano. Sofri bullying durante vários anos em diferentes escolas, tive uma depressão profunda mal diagnosticada que resultou em internação psiquiátrica e quase custou minha vida. Mas resisti! E hoje estou aqui(...),"
Esse é o relato da gaúcha Daniele Vuoto,22, que sofreu e quase morreu por conta do Bullying. Hoje ela é estudante de pedagogia, noiva e dona do blog "No more Bullying Brasil", onde troca idéias, conscientiza e ajuda quem tem ou sofreu com o problema.
O Bullying é uma palavra de origem inglesa que significa todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivações evidentes, adotadas por um ou mais estudantes contra outro ou mais de um. Esse tipo de atitude é a conhecida descriminação dentro da sala de aula e é associado à violência nas escolas e pode ter efeitos irreversíveis como a morte.
É uma ação que ocorre em todos os lugares do mundo, mas começou a ser pesquisada e observada com os trabalhos do professor universitário, Dan Olweus, na Universidade de Bergen, na Noruegua, que teve início na década de 70. O que chamou a atenção do professor foram suas investigações nas escolas sobre os problemas entre os agressores e suas vítimas e a indiferença das instituições em relação aos acontecimentos. Na década de 80, as coisas se agravaram, três jovens entre 10 e 14 anos cometeram suicídio. Esses acontecimentos alertaram as instituições de ensino para o problema.
Mas, mesmo depois de anos de pesquisa e programas de prevenção, ainda não foi possível conter atitudes perigosas que já ocasionaram a morte de vários jovens em todo o mundo.Um exemplo desastroso de Bullying foi o Massacre de Columbine, em abril de 1999, nos EUA. Dois jovens de 17 e 18 anos entraram na escola que estudavam, mataram 13 pessoas e depois se suicidaram. As questões que motivaram o desastre foram à rejeição e as chacotas que alguns colegas faziam em razão das roupas que usavam e do comportamento que os alunos mantinham dentro da escola.
Os jovens tinham sido presos um ano antes do atentado, por arrombamento de um carro e furto de equipamentos eletrônicos do veículo. Foram condenados a prestar 45 horas de serviço comunitário, além de fazer um tratamento psicológico destinado a pessoas que cometem pequenas infrações. Juntando todos esses fatores e os problemas psicológicos que eles já passavam, o inevitável aconteceu. Culpa de quem? Dos pais que não prestaram a atenção? Da escola?
O último levantamento da ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência), em 2002, envolvendo 5875 mil alunos de 5° a 8° série, de onze escolas do município do Rio de Janeiro, revelou que 40,5% estavam envolvidos diretamente com o Bullying , sendo que 16,9% eram alvos, 10,9% eram alvos/autores e 12,7% autores.
Em agosto deste ano, uma escola particular em Ceilândia-DF, foi condenada a pagar 3 mil reais para a família de um garoto de 8 anos, que sofria com o Bullying. De acordo com a mãe, ele era humilhado e agredido por colegas de turma, e chegava em casa com vários hematomas. A mãe começou a desconfiar quando o filho não queria mais ir à escola. Ao perceber que a situação era crítica procurou os responsáveis pela escola e avisou do problema. Mas a criança continuou sendo agredida.A mãe, então, processou a escola.
Alguns ícones nacionais e internacionais já sentiram na pele o que é ser humilhado por colegas de turma. O rei do rock Elvis Presley, não era bem visto pelos colegas por ser superprotegido, tímido, usava umas roupas coloridas e um cabelo estranho. A maior top model de todos os tempos, Gisele Bundchen, aturava piadinhas sobre o seu nariz e a sua magreza. A atriz Aline Moraes foi apelidada de bocão. O ator Tom Cruise era discriminado por ser disléxico.
Esses são alguns exemplos de superação, mas existem pessoas que não conseguem ajuda para superar o problema e acabam "explodindo", muitas se suicidam ou planejam uma vingança, como foi o caso do Massacre de Columbine.

Fácil acesso abre portas para a violência

por Yann Victor

Um dos fatores que contribuem para a violência nas escolas é a facilidade de entrada nas instituições de ensino. A falta de um porteiro e até mesmo de um policial na porta das escolas, facilita o acesso de pessoas estranhas e aumenta o risco da criminalidade. No entanto, alunos, funcionários e professores também podem em algum momento agir de maneira inadequada e até mesmo com violência dentro do ambiente escolar.
A falta de controle rigoroso na entrada portaria das escolas permite que alunos entrem armados com facas, canivetes, revólveres.A deficiência no controle, nas entradas e saídas, dos alunos na escola permite que professores e outros alunos sejam agredidos no ambiente escolar e até mesmo dentro de sala de aula.
O consumo de drogas é um fator que deve ser lembrado já que cada vez mais elas estão sendo consumidas e comercializadas dentro das instituições de ensino. Fator que contribui de forma direta para as ocorrências de agressões. Daí a necessidade que se tem hoje de que existam policiais nas portas das escolas para inibir esse tipo de atitude.
Muitos estudantes não se sentem seguros e preferem não ir para escola. Os professores são cada vez mais desrespeitados e estão assustados. Muitas vezes são obrigados a aprovar alunos porque sofrem ameaças.
Os alunos estão vivendo uma fase crítica dentro das escolas, pois não têm segurança. Esta situação merece ser melhor analisada pelas autoridades competentes. Pois o quadro que se apresenta é muito negativo, uma vez que, observamos que se uma criança ou adolescente não freqüentar a escola a opção que vai restar é a rua. E estando nas ruas eles acabarão aprendendo o que ela tem para ensinar. Logo, eles se transformarão em pessoas sem caráter e até mesmo um criminoso.
Cabe ao Estado brasileiro tomar providências para diminuir esse tipo de incidente dentro das escolas. Havendo um pouco mais de segurança todos se sentiriam mais tranqüilos para freqüentar ambientes escolares.

O papel da família frente à violência escolar

por Tatiana Soares

A violência que vêem acontecendo nas escolas é reflexo de uma sociedade carente, cheia de conflitos, e de expectativas frustradas. A família que deveria ser à base de preparação, para as pessoas viverem em sociedade, e o berço de educação e aprendizagem têm negligenciado seu papel. A falta de esclarecimento, de valores básicos e da união entre pais, filhos e educadores explica, em grande parte, a violência que atualmente se verifica nas escolas.
Hoje em dia, os pais por estarem sempre em busca da sobrevivência transferem suas obrigações, enquanto responsáveis, para a escola. Deixando assim, o papel de educar somente nas mãos de professores, sem se darem conta que, os valores absorvidos em casa nunca poderão ser substituídos. A escola, dessa forma, se vê obrigada a assumir a responsabilidade na educação de crianças e adolescentes.
A sociedade está cada vez mais violenta, egoísta e materialista. Falta amor, solidariedade, respeito entre as pessoas. Isso faz parte do cotidiano das famílias e conseqüentemente das crianças que por sua vez, são o reflexo do que presenciam no meio em que vivem. Assim absorvem os exemplos, repetindo-os em sociedade, da forma que os adquiriu.
Se os responsáveis têm atitudes violentas, como é possível esperar que a criança respeite professores, funcionários da escola ou mesmo os colegas? Muitos pais e responsáveis estimulam os filhos à competitividade e a agressividade. Eles acreditam que assim formarão pessoas capazes de lidar com o mundo. No entanto, muitas vezes estão, ao contrário, formando cidadãos sem escrúpulos e com uma visão de mundo totalmente negativa.
Quando a criança é agredida na escola, qualquer que seja a forma de agressão, a atitude correta a ser adotada é a de não encorajar a criança a reagir de maneira violenta, mas aconselhá-la a evitar as provocações e pedir ajuda aos responsáveis pela sala de aula ou escola. È necessário serenidade, por parte de pais e educadores para esclarecer a situação e buscar formas de convívio pacífico.
E assim como grande parte da violência na escola começa em casa com a falta de autoridade, ausência de regras, falha no comportamento dos pais e também pelo abandono, abuso e agressões de que as crianças são vítimas. Também é na família que está parte da solução do problema a respeito da violência escolar. Na medida em que a convivência em casa é respeitosa, que há aceitação de regras e valores e equilíbrio afetivo, a responsabilidade se cultiva, de uma forma positiva. E essa atitude é automaticamente transferida para o ambiente escolar.
Os pais devem seguir de perto a atividade dos filhos na escola. O acompanhamento do educando exige atitude responsável, serena e cooperante para avaliar situações e identificar as causas. A colaboração dos pais é indispensável para a escola fazer frente à violência.
Está provado em todo o mundo que as únicas medidas eficazes são aquelas que passam pela atitude, cooperação e união de professores, alunos, familiares, autoridades no combate às causas e na adoção de medidas que solucione a violência escolar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O movimento estudantil na ditadura

por Tatiana Marques

Quem nunca sentou em uma roda de família, ou de amigos e ouviram seus tios, pais ou até mesmo seus amigos mais velhos falarem sobre a ditadura militar e o movimento estudantil. Um passado bem presente, alguns falam com certo orgulho das passeatas, das lutas, por incrível que pareça houve aqueles que gostaram da forma de governo, claro que em número bem menor.
Falo de um tempo em que o silêncio falou mais alto que a própria voz. Aqueles que mencionassem qualquer coisa que não fosse do interesse dos poderosos simplesmente não se viam mais, desapareciam como a água que evapora; estou falando de um tempo que não se podia ter desejo, nem opinião, éramos apenas mais um na multidão, sem a essência do ser humano que deseja, do desejo nasce uma ação, e da ação a uma mudança, e da mudança a democracia.
Mas neste mesmo tempo de repreensão, houve aqueles que arriscaram de peito aberto, não fecharam a boca e a voz ecoava, era uma farpa no dedo daqueles que detinham o poder, que saia nas ruas em busca da sua liberdade de expressão, que não se deixava por vencidos, corria riscos que fosse, lutaram bravamente, mesmo que para isso tivessem que ficar alguns dias na prisão. Algo tinha que ser feito.
Estou falando daqueles que foram exilados para não serem mortos, que perderam companheiros de luta, estou falando de nada menos do que o movimento estudantil.
Há hoje poucos movimentos estudantis, mas não com a intensidade daquela época. Quem dera pudesse existir nos dias atuais movimentos como aqueles, para lutar pelo nosso país, por um futuro melhor, e para um país digno de se viver.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O DCE e sua importância na mobilização estudantil

por Leonardo Passos

O DCE (Diretório Central dos Estudantes) é um instrumento de representação dos alunos onde se debate assuntos referentes à vida estudantil e defender o direito a uma infra-estrutura necessária a se ter uma qualidade de ensino melhor. Tem como papel principal, junto com os C. A’s (Centros Acadêmicos), é discutir, debater, estudar, definir e lutar pelos interesses do conjunto de estudantes da Universidade: a qualidade do ensino e a saúde da Universidade expressa no crescimento e no caráter educacional da instituição.
O Diretório representa o corpo discente na reitoria e nos governos, levando suas reivindicações, propostas e idéias. E também é por meio dele que os estudantes devem dar sua contribuição para conquistar uma sociedade mais justa e promover a integração dos alunos da universidade, pondo em contatos idéias, trabalhos, pessoas e experiências de todo o universo estudantil. É através do DCE, que o estudante pode garantir com força seus direitos, primar pela qualidade de ensino, por mensalidades justas e pelo respeito à classe estudantil.
Com o objetivo de defender exclusivamente os interesses dos estudantes, lutar por propostas que visam melhorar o dia-a-dia dos estudantes da instituição, criar uma política cultural efetiva que contemple as mais diversas manifestações artístico-culturais e que o DCE torna-se um canal central de comunicação efetivo entre os alunos da instituição. Enfim, tem uma grande importância, e em alguns momentos da história do movimento estudantil ele foi importante para defender os interesses dos estudantes nos regimes autoritários de alguns governos e reitores de instituições de ensino, visando sempre uma qualidade no ensino.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Breve história do Movimento Estudantil

Por Priscilla Vasconcelos

O movimento estudantil universitário, no Brasil, tomou força a partir do final da década de 50 e tornou-se um importante fator político nos anos 60 e 70. Grandes quantidades de estudantes aderiram ao movimento, que tinha como principal objetivo expressar opiniões e reivindicações por meio de protestos.
Com essa voz ativa, capaz de persuadir as massas estudantis, o movimento crescia expressivamente, atingindo e influenciando, de forma direta, a política brasileira. Acelerou de forma exponencial o surgimento e a expansão de universidades e faculdades, contribuindo, também, para o crescimento intelectual do país.
O discurso dos líderes do movimento estudantil era, então, baseado na ideologia marxista. Com essa visão esquerdista, os estudantes saíram em busca de melhorias para o sistema de ensino superior. O início da década 60 foi marcado por uma das mais importantes reivindicações do movimento: a Reforma da Universidade.
Em 1964, com o golpe militar, o movimento estudantil foi fortemente reprimido. Desse modo, os protestos contra os governos militares foram o principal foco do movimento. A coerção política desarticulou o movimento, jogando na ilegalidade os DCEs (diretórios centrais estudantis), as UEEs (uniões estaduais dos estudantes) e a UNE (união nacional dos estudantes).
Na década de 70 houve uma reestruturação do movimento estudantil. No entanto, as reivindicações de caráter político foram as mais expressivas. Nos ano de 1992, os caras-pintadas foram às ruas das grandes cidades do país para protestar contra o governo de Fernando Collor de Mello. Aquele foi o último movimento estudantil significativo, da história do país.
Atualmente, parece que os jovens universitários desconhecem sua força e não se preocupam nem com a qualidade do ensino e nem com o futuro político da sociedade brasileira. As faculdades manipulam os alunos e os fazem reféns de uma situação que beneficia somente a elas próprias. Ao aluno apático resta abaixar a cabeça e digerir toda reclamação que porventura tenha para fazer.
É necessário que a comunidade dos estudantes universitários tome consciência de sua força e se organizem para saírem em defesa de seus próprios interesses. Somente dessa forma a força do movimento estudantil voltará a interferir de maneira significativa, tanto nas questões do ensino superior, quanto nas decisões políticas do país.