por Tatiana Soares
Atualmente está no ar o programa da Band, CQC (Custe o que custar). A atração é comandada pelo imprevisível Marcelo Tas, um não-jornalista que teve coragem de perguntar para Paulo Maluf quando era candidato à presidência se ele era mesmo ladrão.
O formato do programa nasceu na Argentina há dez anos, e só chegou agora ao Brasil.
É uma mistura inteligente de jornalismo e humor, um sucesso que faz críticas benignas e incisivas oferecendo uma visão leve dos acontecimentos aos telespectadores.
Uma forma de retratar com humor o resumo das notícias da semana, tudo que acontece na política e nos problemas sociais sem apelação, grosserias e sem expor as pessoas ao ridículo. A atração ajuda a digerir as notícias absurdas dos nossos dias.
São sete apresentadores-jornalistas-humoristas, que munidos de microfone e uma "cara de pau" acima da média fazem perguntas que ninguém mais tem coragem de fazer. O humor dos homens de preto é ácido e irreverente, muito diferente de tudo que já havia assistido. Vale muito a pena conferir. Espero que continuem com esse mesmo nível por muito tempo, pois são freqüentes programas que começaram bem, não conseguem se manter e partem para a apelação em busca da feroz audiência. Além de outras coisas, o humor que eles fazem vem para comprovar que é possível fazer jornalismo sem seguir fórmulas caretas e patrocinadas, uma boa forma de sobrevivência do jornalismo na TV.
O programa vai ao ar toda segunda-feira, ao vivo às 22h15, com Marcelo Tas, Rafinha Bastos, Marco Luque, Danilo Gentili, Oscar Filho, Felipe Andreoli e Rafael Cortez.
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