sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A palavra é ação

por Priscilla Vasconcelos

Bairro da periferia de Planaltina (DF), Arapoanga, registra o terceiro maior índice de violência do Entorno de Brasília– perdendo somente para Estrutural e Itapuã. No entanto, é nessa comunidade que está o maior exemplo de superação das limitações e das dificuldades. O Centro de Ensino Fundamental Arapoanga, que atende 1.790 alunos nos três turnos, se tornou referência de bons resultados, conquistados a partir de parcerias bem-sucedidas.
A direção da escola buscou parceiras com as embaixadas do Canadá e do Japão, que trouxeram para a escola tecnologia de ponta. Exemplo disso é a “sala de aula inteligente”, que possui quadro com tela touch screem e possibilita a interação dos alunos com a aula. As cadeiras são ergonômicas para que a postura dos alunos seja sempre adequada.
Além disso, as paredes da sala são pintadas de verde-água, pois, segundo estudos, a cor permite que os alunos estejam sempre alerta. “Essa sala atende crianças que são reprovadas dois anos consecutivos e que por isso podem desistir de freqüentar a escola”, esclarece a vice-diretora, Zinelda Alexandre.
O diretor do colégio, Jordenes Ferreira da Silva, conta que o que realmente faz a diferença são as parcerias buscadas na própria comunidade. “As necessidades da escola não podem ficar esperando pelo governo. Buscando as parcerias nos vizinhos da escola, toda a comunidade se sente responsável por ela”, acrescenta. E além de cuidar do colégio a comunidade também pode usufruir da quadra de esportes e da biblioteca.
Mais três atividades movimentam a escola: o Café com Letras é um projeto para estimular a leitura. Os alunos, quando possível, têm a oportunidade de conhecer o autor do livro que vai até o colégio e conversa sobre a obra. As aulas de teatro são outra atração que beneficia os alunos, porque ao mesmo tempo em que coloca as crianças em contato com a arte, identifica se ela enfrenta algum tipo de problema emocional. Proporcionando assim que o aluno receba tratamento adequado.
Outro projeto é a inclusão digital. Uma vez por semana todos os alunos freqüentam aulas de informática no horário contrário das aulas regulares, no laboratório itinerante. O projeto foi levado para instituição pelo senador Cristóvam Buarque, que é padrinho da instituição.
O diretor Jordenes, diz acreditar na necessidade de buscar soluções para mudar o futuro das crianças. Porque dessa forma, fica mais fácil impedir a entrada delas no mundo da criminalidade. “Nós somos responsáveis pelo futuro de cada uma dessas crianças. É preciso, fazer alguma coisa hoje”, conclui o diretor.

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